Se teclar, não dirija

9 de maio de 2018

Trabalho, serviços, lazer, amigos: a conectividade móvel habilita hoje a interação com tudo o que é importante em nossa vida. O celular se tornou o parceiro para todas as horas, mas a dependência e uso excessivo trazem consequências fatais. A distração é hoje a maior causa de acidentes de trânsito e, entre todas as atividades que provocam essa falta de atenção, usar o telefone enquanto dirige é disparado a mais frequente. Estudo da RAC Foundation revelou que o tempo de reação do condutor fica 35% mais lento, percentual muito acima dos 12% registrados no consumo de bebidas alcoólicas. O resultado: mais de 1 milhão de mortes por ano em todo o mundo.

O número impressionante foi divulgado pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia como parte de uma campanha de prevenção de acidentes com traumatismo crânio-encefálicos. Não por acaso, 25% dos casos são relacionados ao envio e leitura de mensagens de texto: nos 5 segundos gastos para ler um recado, o motorista que estiver a 100km/h pode percorrer uma distância equivalente a um campo de futebol como se estivesse de olhos fechados. E não adianta apelar para uma alegada capacidade multitarefa. Pesquisa realizada pelo Centro de Epilepsia da Clínica Mayo nos Estados Unidos comprovou que, para grande parte dos indivíduos, digitar no celular concentra toda a atenção do usuário, com um ritmo de ondas cerebrais até então desconhecido, em uma espécie de transe.

O medo de ficar sem o celular já foi classificado como uma síndrome psicológica, denominada nomofobia, o que certamente explica o comportamento irresponsável de uma parcela dos motoristas. Mas a confiança excessiva – e ilusória – na suposta habilidade de gerenciar as duas tarefas ao mesmo tempo pode estar por trás de um número expressivo de ocorrências.  Em levantamento nacional realizado em 2017 pela concessionária de rodovias Arteris com mais de 2 mil pessoas, 51% dos entrevistados admitiram usar o telefone ao volante em estradas e percursos urbanos. 68% afirmaram que o trânsito no Brasil é perigoso. Ainda assim, 88% não se acham imprudentes.

A legislação tenta coibir a prática. Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir segurando ou falando ao celular, mesmo que parado no sinal, é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na carteira. Atropelar alguém nessas condições é classificado como homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar, com penas de seis a 20 anos de prisão. Se nada disso for suficiente para ativar o bom senso pela segurança, pense: aquela ligação ou mensagem são tão importantes que valem a sua vida?

Conheça o estudo da RAC Foundation

Distração fatal
Quando você tenta fazer duas coisas ao mesmo tempo, seu cérebro é obrigado a mudar o foco. Confira o quanto você aumenta o seu risco de se acidentar no trânsito quando resolve dirigir e realizar uma destas atividades.

Enviar mensagens no celular
Risco 23 vezes maior
Desligue o telefone quando entrar no carro para evitar a tentação

Tentar alcançar algum objeto
Risco 9 vezes maior
Estacione em local seguro para pegar algo que tenha caído no chão ou esteja no banco de trás

Ler um mapa
Risco 4 vezes maior
Utilize um serviço de GPS ativado por voz para evitar tirar os olhos da estrada

Se arrumar
Risco 3 vezes maior
Primeiro chegue ao destino em segurança, para depois conferir a maquiagem ou o cabelo

Comer
Risco 2 vezes maior
Coma antes de entrar no carro

Fonte: The Travellers Company Inc.

Gostou? Aproveite e teste seus conhecimentos no nosso quiz sobre conscientização no trânsito!

Fonte: Dialogando - Se teclar, não dirija Dialogando

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