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Fake News no Twitter: riscos vão além da desinformação

Fake News no Twitter: riscos vão além da desinformação

Com 330 milhões de usuários ativos e 550 milhões de posts por dia – ou 6 mil por segundo – não poderia ser diferente: o Twitter se tornou a rede social das fake news.

Com poder de levar qualquer informação quase instantaneamente aos quatro cantos do mundo, é alvo dos falsários, que capricham na chamada sensacionalista para enganar muita gente.

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) analisaram 126 mil histórias postadas por 3 milhões de pessoas entre 2006 e 2017, e descobriram que os usuários repassaram 70% mais fake news do que notícias verdadeiras no período. Mas, além da desinformação, clicar nessas mensagens pode colocar em risco o dispositivo e a privacidade dos curiosos de plantão.

Por sua popularidade, as fake news são também o mais recente recurso dos hackers para espalhar vírus e malwares, geralmente com a intenção de roubar senhas e valores, sequestrar dados sensíveis ou danificar sistemas de maneira permanente. No Twitter, um dos métodos mais comuns é clonar uma conta real para disparar os posts perigosos, propagando a armadilha e provocando milhares de infecções.

Em universo tão amplo, identificar e barrar todas essas postagens é inviável, mesmo os 4 mil funcionários da rede fizessem só isso. Mas algumas medidas de precaução são simples e ajudam a proteger os equipamentos e a informação que contêm.

Como não é possível prever qual a ameaça que a fake news conterá, o ideal é adotar um conjunto de ferramentas básicas de proteção para celulares, tablets e computadores”, destaca Rodrigo Rocha Fortaleza, especialista em Serviços Digitais de Segurança da Telefônica Brasil.

“Isso assegura ao usuário maior tranquilidade para acessar as redes sociais como o Twitter, verificar e-mails, realizar compras com cartões e transações em sua conta bancária, tudo on-line, mas sem risco de ser vítima de fraudes”, acrescenta.

Fortaleza explica que há muitas ferramentas gratuitas na internet, mas que em geral não são completas, e também, não são atualizadas com a devida regularidade, o que eventualmente abre brechas para os ataques.

“Há opções mais eficazes, mas que ainda mantêm custos acessíveis, como o Vivo Protege, aplicativo que é compatível com todos os sistemas operacionais dos smartphones e monitora continuamente qualquer ameaça, inclusive durante a utilização em redes Wi-Fi públicas”, indica o especialista.

Criado em 2006, se de um lado o Twitter é um canal de oportunidade para as fake news, por outro mobiliza rapidamente pessoas e recursos para o bem. Em 2009, quando um avião fez um pouso de emergência no Rio Hudson, em Nova York, a notícia chegou à rede antes de ser informada pela mídia. 

Em 2013, quando um tufão atingiu as Filipinas deixando um rastro de destruição e milhares de desabrigados, ajudou a localizar quem necessitava de auxílio, tanto por meio do conteúdo como pela localização de origem das mensagens.

Conheça a pesquisa do Massachusetts Institute of Technology e se você gostou do assunto, confira o podcast especial que gravamos sobre notícias falsas!

Fonte: Dialogando - Fake News no Twitter: riscos vão além da desinformação (2018)

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Fake News no Twitter: riscos vão além da desinformação 2019-11-14 21:16:53
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