Assédio online: mulheres são as maiores vítimas Assédio online: mulheres são as maiores vítimas

Assédio online: mulheres são as maiores vítimas

Assédio online: mulheres são as maiores vítimas

Os sites de relacionamento estão virando mania. Não é para menos. É cada vez maior o número de pessoas que contam para todo mundo que encontraram alguém especial pela internet.

Em um único dia num site ou aplicativo desse tipo, é possível começar a conversar com várias pessoas. Estatisticamente, uma hora dá certo. Afinal, quantas pessoas novas e potencialmente interessantes conhecemos em um mês na vida offline?

Dizer não para alguns homens na internet pode ser sinônimo de pesadelo – como se a mulher tivesse cometido um crime hediondo por simplesmente não o querer.

As mulheres estão cada vez mais atentas

A americana Alexandra Tweten criou uma conta em rede social para compartilhar as mensagens agressivas de homens que não aceitam um não como resposta. A ideia é polêmica, mas tem como intuito lutar contra esses abusos online.

A iniciativa mostra a quantidade de mulheres alvo de agressores – ameaçadores não só nas palavras, mas também nos atos, contra mulheres com quem jamais tiveram nada.

Ela conta, por exemplo, a história de uma que teve seu nome, foto e telefone usados numa conta falsa de um aplicativo como garota de programa. Sua vida virou um inferno, simplesmente porque ela não quis namorar seu agressor.

Há histórias mais assustadoras. Se um homem com esse perfil tem algo de conhecimento e consegue acesso ao computador da mulher que não o quis, ele consegue rastreá-las em tudo que faz. Basta um e-mail para que ele instale no computador de sua vítima programas capazes de copiar cada letra que ela digita – inclusive senhas – e ler seus e-mails.

Segundo pesquisas realizadas nos Estados Unidos, 40% das pessoas já passaram por algum constrangimento na internet, entre elas, 37% delas sofreram ameaças físicas, incluindo sexuais. A incidência é maior sobre quem está entre 18 e 24 anos. Desse grupo, 70% já passaram por essa situação.

As mulheres são as maiores vítimas de assédio, sendo que uma em cada quatro já foi perseguida online, e 38% das agressões vieram de homens que não conheciam pessoalmente. Pior, um quarto delas nem sabe quem as atormentava.  Uma em cada três se declarou prejudicada socialmente em sua imagem, um dano difícil de medir, mas de efeitos duradouros.

Todo cuidado é pouco. Por isso, estimular o respeito mútuo entre as pessoas deve ser um dever de todos.

Fonte: Dialogando - Assédio online: mulheres são as maiores vítimas (2017)

Deixe uma resposta

O campo mensagem deve conter pelo menos 3 caracteres
Assédio online: mulheres são as maiores vítimas 2019-12-18 17:40:36
Newsletter

Receba nossas notícias e fique por dentro de tudo ;)