Educação
21/02/2018 4 min

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Crianças na internet, cuidado redobrado

Proibir o acesso é impossível, mas é essencial orientar os filhos sobre os perigos e abrir diálogo para dúvidas

De cada 10 crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos, oito acessam regularmente a internet, conforme levantamento do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação). O estudo apontou ainda que dos cerca de 24 milhões de jovens internautas, 91% utilizaram celulares para navegar on-line no ano passado. Nem poderia ser diferente na nova geração da sociedade conectada. Mas ao mesmo tempo em que a rede abre um mundo de possibilidades, pode oferecer riscos.

Da proteção dos equipamentos, que podem acabar infectados com códigos maliciosos para roubo de dados, até o alerta para as abordagens de pessoas mal-intencionadas, a orientação e o diálogo são as melhores armas para prevenir más experiências ou danos maiores. As cartilhas “Internet Segura para os seus filhos”, produzida pelo CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil), e a da Vivo estão disponíveis para download gratuito e contém dicas importantes conforme a faixa etária.

Muitos sites e redes sociais determinam uma idade mínima para utilização. No Facebook esse limite é a partir de 13 anos, mas é frequente a criação de perfis de crianças com dados falsos para interagir com amigos e familiares. O problema é que junto vem a exposição a conteúdo inadequado e todo tipo de usuário. Os pais inclusive podem ser responsabilizados caso aconteça algo ruim. E isso vale também para ações de cyberbullying. Valores essenciais como o respeito ao próximo devem ser replicados no mundo virtual.

Os próprios pais devem ficar atentos para não colocar inadvertidamente os filhos em perigo. Postar nas redes sociais fotos dos pequenos nus ou seminus brincando na praia ou tomando banho, por exemplo, pode ser bacana para a família, mas se a exposição for pública, as imagens podem ser usadas por redes de pedofilia para exploração sexual. Da mesma forma revelar a rotina de horários e a escola em que estudam facilita a abordagem de criminosos, tanto na web como fora dela.

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